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Entrevista: Inovação no ensino: uso de tecnologia para a Semana da Higiene Bucal em escola de Avaré



Prevenção é um substantivo feminino que no dicionário significa: precaução para evitar qualquer mal; evitação. Por isso, quando se trata de saúde, é importante abordar o tema prevenção, principalmente nas escolas.


Foi o que fez a diretoria da EMEB Professora Norma Lília Pereira, em Avaré, ao organizar a Semana da Higiene Bucal. O projeto, que visa proporcionar aos estudantes conhecimentos sobre saúde bucal, contou com o auxílio da tecnologia: software Creator4all.


Nesta entrevista, a diretora Nali Khairallah fala como foi realizar esse projeto.


#1. Como surgiu a ideia do projeto e qual a importância de concretizá-lo?


Todos os anos, a escola trabalha o tema da higiene, como a do corpo e a bucal. Mas foi a partir do ano passado que a professora de informática passou a participar, e o trabalho foi magnífico.


Percebemos que o brasileiro não tem a cultura do trabalho preventivo, por exemplo, só vai ao dentista quando os dentes doem. Outro fator importante a considerar é que muitos pais trabalham deixando os filhos com babás, e percebemos que são delegadas à escola situações que os filhos teriam de desenvolver em casa.


Assim, sendo o lar a primeira instituição social da criança, essa conscientização deve ser feita em casa, onde os pais devem trabalhar para a prevenção. Porém, alguns delegam para a escola e acabamos colaborando, pelo bem das crianças.


#2. Como funcionou a Semana da Higiene Bucal?


Iniciou com atividades desenvolvidas em laboratório e terminou com uma palestra. Para explicar os cuidados com a higiene bucal de forma simples e atrativa, diversas atividades e dinâmicas foram realizadas nos laboratórios de informática.


Foi um esforço conjunto e correu muito bem. O professor de informática e o professor regular estiveram presentes nas aulas. Após os exercícios, os alunos assistiram à palestra do dentista Jaime Camargo, que explicou muito bem todos os procedimentos para escovar corretamente os dentes e manter a saúde bucal. Para as atividades posteriores, foram utilizadas atividades de fixação e desafios educativos sobre o tema na plataforma Creator4all.


#3. Quantos estudantes participaram e quanto tempo durou o projeto?


Participaram do projeto cerca de 250 crianças, que realizaram atividades por meio da plataforma Creator4al e participaram das interações nas palestras. E elas gostaram muito.


Em relação à duração, incluindo todo o processo, foi de quase 10 dias. Foram realizados dois a três encontros com os estudantes, utilizando 2 a 3 horas-aula de 50 minutos.


#4. Como os estudantes reagiram às aulas? 


Eles gostam de usar o computador, sair do ensino tradicional e aprender de uma forma diferente.


Hoje, as aulas via tecnologia prendem mais a atenção da criança, evidenciando a expansão desta experiência desde o período da pandemia. Desde então, passamos a ter reuniões pelo Google Meet com as famílias, a Secretaria da Educação criou plataformas digitais para que as crianças tivessem acesso aos conteúdos. A partir dessa situação, aumentou muito a vontade de aprender por meio da tecnologia.


#5. Qual é o maior desafio de utilizar a tecnologia na educação?


O desafio é ter um número muito grande de crianças. Hoje, a escola tem uma alta demanda. Como educadores, nosso desafio é incentivar e inserir os estudantes no contexto da informática educacional, uma vez que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) traz diretrizes importantes sobre a utilização da tecnologia no ensino. 


Por isso, ultrapassar os obstáculos do ensino tradicional é necessário, incentivando os professores a buscarem mais as tecnologias. Por vivermos neste mundo tecnológico, o letramento digital é uma das competências da BNCC necessárias para preparar os estudantes para o uso da tecnologia.


#6. Qual é sua percepção sobre o projeto de prevenção bucal atrelado à tecnologia? 


Observei que foi uma aprendizagem mais significativa porque o estudante, atualmente, aprende se quiser e na hora que quiser, não é mais como antes que dependem só dos conteúdos da escola. Para uma aula ser eficaz, é importante que seja atrativa e desperte o interesse da criança, e isso aconteceu. 


Nesta dinâmica que apresentamos, diversos estudantes se conscientizaram sobre cuidados com a higiene bucal por meio de vídeos. Assim, percebi que, quando a atividade é significativa e está dentro de um contexto atual e do interesse da criança, ela aprende, absorve o conhecimento de forma mais eficaz.


Outro exemplo foi a palestra com o dentista. Os estudantes estavam com um bom embasamento, pois tiveram aulas interessantes, que os motivaram. Portanto, a palestra foi muito agradável, interativa e bem-sucedida.







Nali Khairallah — Formada em Pedagogia com Especialização: Pós-Graduação em Metodologia da Educação Infantil e Pós-Graduação em Gestão Escolar.

Atua há 30 anos no campo da Educação e há 21 anos como Diretora de unidade educacional.

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